Conforme eu havia prometido, mas com um dia de atraso, vou comentar a matéria citada no post anterior.
Uma decisão inédita da Justiça pode abrir caminho para uma nova configuração familiar no Brasil. Veja a história de Carla Cumiotto e Michele Kamers, que moram em Blumenau, no Vale do Itajaí, em Santa Catarina. Elas conquistaram o direito de registrar os filhos gêmeos no nome de ambas, sendo que uma delas não tem vínculo biológico com as crianças.
Abaixo segue o vídeo da reportagem.
Programa Estúdio Santa Catarina (27/07/2009)
Fiquei muito feliz ao ver essa matéria, pois indica que algo está mudando, lentamente, mas está mudando.
A história de Carla e Michele é uma história de coragem. Assumir a relação publicamente, ir à luta na justiça para ter o direito de formar legalmente uma família. São poucas as mulheres que conseguem se assumir para os amigos e família, quanto mais pra sociedade. Eu admiro essas mulheres, admiro as que conseguem formar uma família adotando ou gerando seus filhos. Não é porque amamos uma pessoa do mesmo sexo que não temos o direito ou o desejo de formar uma família.
Eu sinto falta disso, de construir uma família, viver uma vida plena de casal, ter a nossa casa, nosso cantinho, nossa privacidade. Talvez esse seja um sonho impossível pra mim, mas mesmo assim não consigo deixar de sonhar.
Filhos eu não conseguiria criar, não acredito estar preparada para isso, mas ter um lar com a mulher que eu escolhi pra viver é um dos meus maiores sonhos.
Parabéns Carla e Michele por essa linda família.

Recebi esse selinho da Wall e da Jodie, dose dupla, e fiquei muito feliz!! É o primeiro selinho que recebo.
Obrigada pela lembrança meninas!
Meme:
1. Mania: fazer um monte de coisa ao mesmo tempo
2. Pecado capital: Gula
3. Melhor cheiro do mundo: Da minha amada
4. Se dinheiro não fosse problema, eu: viajar muiiiitooooo
5. Casos de infância: brincar de mulher maravilha
6. Habilidade como dona de casa: faço uns bolinhos de vez em quando
7. O que eu não gosto de fazer em casa: Faxina
8. Frase: "Tudo vale a pena se a alma não é pequena"
9. Passeio para o corpo: carinho... cafuné...
10. Passeio para a alma: luz azul, enya, relaxar e viajar...
11. O que me irrita: mentira
12. Frase ou palavra que fala muito:"ai jisuis"
13. Palavrão mais usado: Fod...
14. Desce do salto e sobe o morro quando: Duvidam da minha palavra.
15. Talento oculto: Pintar (telas e mdf)
16. Não importa que seja moda, não usaria nem no meu enterro: Não ando muito na moda... não me lembro de nada agora.
17. Queria ter nascido sabendo: Viver sem medo
Regras:
- Linkar quem te indicou;
- Postar o selinho;
- Passar o selinho para as 05 amigas (os) e avisá-las (os);
- Responder as perguntas;
Repasso:
Nossa... tenho ficado muito tempo sem escrever e sem comentar os blogs amigos, mas nos últimos meses muitas coisas dificultaram meu acesso, até sem internet em casa fiquei, problemas com o Vista que só hoje consegui resolver. Mas é isso, tentando voltar à ativa.
Ontem enquanto tomava meu bom e merecido banho, pensava sobre a vida... adoro devagar enquanto a água vai lavando a alma... sentia saudade da minha família, de pessoas queridas que ficaram na cidade onde eu morava. A saudade é um sentimento interessante, pois estamos muito bem e derrepente ela vem bater em nossa porta, trazendo lembranças e a vontade imensa de estar com as pessoas envolvidas nessas lembranças.
A primeira vez que senti saudade foi quando me mudei de São Paulo para o interior, eu estava quase entrando na adolescência e foi uma época difícil... fiquei longe de todos meus irmãos, que são bem mais velhos que eu, e ficaram morando na capital paulista. Me lembro que chorava, me sentia sozinha longe deles, mesmo estando ao lado dos meus pais.
E a água foi correndo e eu pensando na saudade... nossa... me lembrei de quando conheci a Ardentia, de quando começamos a namorar, ela morando no sul e eu no interior de SP, nos víamos sempre que podíamos, intercalávamos viagens para nos encontrar, mas nunca esses períodos em que ficávamos longe eram pequenos quanto gostaríamos que fosse. Essa foi a época que mais senti saudade, uma saudade que eu ainda não conhecia, uma saudade que doía, machucava, que me fazia ter vontade de largar tudo e correr para os braços de minha amada. Me lembro de um período de mais de quatro meses que ficamos sem nos ver, parecia que eu não ia aguentar de tanta saudade... foram pouco mais de dois anos convivendo com esse sentimento e finalmente vim ficar com ela e fazer com que essa saudade ficasse pra trás. Essa realmente ficou, mas ela não foi definitivamente embora, hoje sinto saudade dos meus pais, da minha família, dos amigos.
Parece que esse sentimento faz parte da vida, sempre sentiremos saudade, seja de uma pessoa querida que se foi, de um amigo distante... em alguns momentos, de épocas da vida... saudade... sentimento puro, verdadeiro e que vem do fundo do coração.
Bem... é isso... eu estava com saudade de escrever aqui!
"A distância não é ruim, ela apenas nos mostra o quanto é bom estarmos juntos."
Comecei a escrever esse post pela manhã, mas a correria não me deixava reunir tantas coisas que gostaria de dizer nesse dia.
Me ligo muito em datas, apesar de saber que as datas são criadas para movimentar o comércio, que dia da namorada é todo dia... Mas como é pra ser todo dia, esquecemos de comemorar e tendo um dia só pra isso, acaba nos lembrando a importância de comemorar os dias vividos em união com aquela pessoa tão amada que entrou em nossa vida sem pedir licença e faz parte dos nossos dias, é com ela que compartilhamos os momentos difíceis e as grandes alegrias. Comemorar as conquistas é um bom motivo para um brinde neste dia tão como outro qualquer, mas que ao mesmo tempo deixa algo como "o amor está no ar" solto ao vento.
Muitas pessoas gostariam de ter um amor pra festejar nesse dia, muitas tem esse amor há muito tempo e acabam não comemorando como se deveria. As que estão namorando recentemente fazem desse dia um grande acontecimento. Tudo depende do romantismo que cada uma leva dentro de si. Uma grande comemoração ou um jantarzinho íntimo tudo é válido, tudo é bem vindo.
A todas as namoradas, apaixonadas, casadas um lindo dia das namoradas!!!
E se você ainda não encontrou aquela pessoa especial, não desista, com certeza ela vai aparecer justamente na hora em que você estiver mais distraída. E se ela não chegou ainda, curta-se, comemore-se, brinde a vida e a sua capacidade de amar! E quem sabe no próximo ano esse brinde seja a duas?
PS: Minhas queridas vizinhas de blog, prometo que em breve estarei visitando a todoas.
E a vida seguiu, quando voltei do almoço, logo que liguei o msn um outro amigo me chamou, estava ancioso para falar comigo e me contar o sucesso da inauguração do seu comércio. Estudamos juntos na faculdade, e até hoje mantemos essa amizade viva, apesar da (novamente ela) distância. E aí a tristeza deu espaço para a alegria de um momento feliz compartilhada por um amigo. Como nossa vida é cheia de altos e baixos, muitas vezes num mesmo dia podemos experimentar tantos sentimentos.
Terminei o dia ouvindo uma música tranquila e fazendo um relaxamento, depois de tanta coisa acontecendo eu precisava respirar, relaxar, sentir meus batimentos...
"Quem tem um amigo, mesmo que um só,
não importa onde se encontre,
jamais sofrerá de solidão;
poderá morrer de saudades,
mas não estará só."
(Amir Klink)
Amigo, que Deus o abençoe nesse novo plano em que você foi viver.
O ser humano vive em sociedade, e por isso necessita sempre da aceitação do outro para se sentir bem e confortável no meio em que vive. Embora as críticas sejam grandes com relação ao programa, eu sou fã e sempre me pego avaliando situações reais nesse pequeno mundo chamado Big Brother. Em vários momentos do programa, pude observar a apreensão de alguns participantes com relação a serem aceitos pelo público, mas acima disso, muitos, principalmente as mulheres, demonstravam o medo em saber se a sua família estaria apoiando o seu comportamento dentro da casa. A Josi não acreditou ao ver seu pai, a Milena estava com muito medo da reação de sua mãe, e ambas se surpreenderam positivamente ao vê-los vibrando na torcida. A Priscila chegou até a falar do medo que estava sentindo de sair da casa, pois lá se sentia protegida e não sabia como seria recebida do lado de fora.
É assim que vivemos o tempo todo, buscando a aceitação do outro. Os primeiros e mais importantes personagem da nossa história aos quais queremos que nos aceitem como somos são os nossos pais, em seguida nossos irmãos e familiares, depois amigos e sociedade.
Se uma garota, vai num programa e age como ela é, beija, brinca, bebe, dança e depois fica com medo da reação da família, imagina um homossexual. Quantos de nós passamos a tentar ser muito mais do que realmente somos para poder "compensar" nossa orientação. Queremos ser os melhores em nosso trabalho, melhores filhos, melhores amigos, etc. O medo da não aceitação faz com que, a grande maioria de nós, fiquemos escondidas dentro do armário. Deixamos de viver uma vida completa para manter uma aparência ou uma situação que não é 100% real. Não podemos dizer que estamos apaixonadas, não podemos falar que estamos sofrendo por um amor não correspondido, precisamos inventar mil desculpas para os encontros e noites fora de casa, só pra poder ter momentos de intimidade com nossa namorada. Quando resolvemos nos "casar" apenas tomamos a decisão de dividir um apartamento com uma amiga. Conheço um casal que mantém o apartamento com dois quartos, onde as coisas de cada uma fica em um, cada uma tem o seu quarto para quando a mãe vier visitá-las não perceba que elas dividem a mesma cama, o mesmo quarto, e que na verdade o outro quarto é apenas um lugar para receber os hóspedes.
Para não ver nossos pais sofrerem, ou brigarem conosco por uma escolha que na verdade não é nossa, deixamos tudo isso acontecer, apenas para continuar sendo aceita pela família e pelos amigos.
É uma pena que a gente viva dessa forma deixando de ser quem a gente realmente é apenas para agradar às outras pessoas que vivem à nossa volta. Quantas vezes seriamos aceitos sem maiores problemas, e apenas por medo continuamos vivendo escondidos em nossos pequenos armários sem saber que poderíamos viver felizes e plenos fora dele.
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Nos últimos dias tivemos o prazer de conhecer uma querida amiga blogueira. A Cuca do Várias vertentes esteve de férias aqui em Floripa e tivemos a oportunidade de nos conhecer.
É muito gostoso ver que do outro da telinha existe pessoas de verdade. A Cuca é uma garota simpática, querida, inteligente, linda... foi um grande prazer conhecê-la!
Nossas saídas gastronômicas, foram ótimas! Estou até aprendendo a comer camarão... rsrsrs
Cuca, eu e Ardentia esperamos que você volte em breve e traga sua Amora para conhecer esse "pedacinho de terra perdido no mar..."
Sabe aqueles dias que bate uma vontade de falar, mas você se sente só e não tem alguém para lhe escutar? Nessas horas sempre tive como meus companheiros o papel e a caneta. Sentar num cantinho e escrever o que viesse à mente foi algo sempre presente em minha vida.
O dia que resolvi criar esse blog fiz uma pequena troca: a caneta pelo teclado e o papel por uma tela. Assim ele nasceu, para que eu escrevesse o que viesse à mente em minhas noites insones. Porém, logo ele mudou e acabei focando em textos sobre as relações entre mulheres. Falei sobre preconceito, amor, encontros virtuais, saudade, amizade... mas hoje vou escrever apenas o que aflorar, não sei ao certo o assunto, apenas deixarei as letras irem se moldando na tela.
Sou uma mulher essencialmente romântica, quando falo mulher me assusto, porque apesar de ser mulher na idade ainda me sinto uma menina, uma "garotinha romântica". Sempre fui assim, a cabeça cheia de sonhos, vivendo em um conto de fadas. Me neguei a encarar a vida de forma séria, não que eu fosse inconsequente, mas apenas a via como uma grande brincadeira onde tudo sempre acabava bem. Ilusão que criei para enfrentar meus medos: medo de me assumir, medo de sair de casa, medo de encarar as outras pessoas me mostrando como sou...
Apesar de tantas dúvidas na minha adolescência e juventude, sempre acreditei no amor perfeito e eterno (coisas de menininha romântica mesmo!!!), na magia das coisas do universo, e as coisas foram acontecendo assim. Meu primeiro encontro, com aquela que hoje é minha mulher, aconteceu estilo Thelma e Louise. Ela praticamente atravessou o Brasil pra me encontrar e ainda viajamos juntas muitos quilômetros em direção ao centro do país. Nesse momento eu nem sabia que ela seria a mulher da minha vida... uma loucura deliciosa que ficou marcada em nossas vidas.
Quando descobri um sentimento que parecia que ia explodir dentro de mim, tive medo de não ser recíproco, mas para a minha felicidade ele era!! Não pude acreditar quando cheguei em casa depois do trabalho e havia uma correspondência me esperando. Dentro do envelope uma carta e uma passagem aérea... nossa!!! jamais poderei explicar a sensação, estava vivendo algo que nunca pensei em viver, nem nos meus sonhos mais íntimos. Minha vida estava se tornando um conto de fadas real, onde a princesa atravessou o país para me encontrar, pois já estava apaixonada (e eu a inocente da história nem percebi...que tolinha...) e agora nosso primeiro encontro oficial como namoradas seria como coisa de novela! Foi demais!!!
Assim fui vivendo, no meu mundo mágico de ilusões. Recuso a me tornar adulta, recuso a levar a sério essa história de gente grande. Quero ser criança, ver o mundo com simplicidade, acreditar que tudo pode ser perfeito e que amores são pra sempre. Mas a vida faz a gente crescer mesmo contra a vontade. Já faz muito tempo que não vejo em meu rosto aquele sorriso quase infantil... faz tempo que não consigo simplesmente não pensar em nada, mme preocupar apenas com a “próxima brincadeira...” sei que ainda existe uma criança aqui dentro, doida pra sair e brincar, e que um dia quem sabe, ela possa voltar e se tornar mais presente, rindo e brincando sem se preocupar com o que os outros estão pensando, sendo apenas e simplesmente: criança.
Bom... vou parando por aqui, essa foi o "desenho" que saiu essa noite.
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