O ser humano vive em sociedade, e por isso necessita sempre da aceitação do outro para se sentir bem e confortável no meio em que vive. Embora as críticas sejam grandes com relação ao programa, eu sou fã e sempre me pego avaliando situações reais nesse pequeno mundo chamado Big Brother. Em vários momentos do programa, pude observar a apreensão de alguns participantes com relação a serem aceitos pelo público, mas acima disso, muitos, principalmente as mulheres, demonstravam o medo em saber se a sua família estaria apoiando o seu comportamento dentro da casa. A Josi não acreditou ao ver seu pai, a Milena estava com muito medo da reação de sua mãe, e ambas se surpreenderam positivamente ao vê-los vibrando na torcida. A Priscila chegou até a falar do medo que estava sentindo de sair da casa, pois lá se sentia protegida e não sabia como seria recebida do lado de fora.
É assim que vivemos o tempo todo, buscando a aceitação do outro. Os primeiros e mais importantes personagem da nossa história aos quais queremos que nos aceitem como somos são os nossos pais, em seguida nossos irmãos e familiares, depois amigos e sociedade.
Se uma garota, vai num programa e age como ela é, beija, brinca, bebe, dança e depois fica com medo da reação da família, imagina um homossexual. Quantos de nós passamos a tentar ser muito mais do que realmente somos para poder "compensar" nossa orientação. Queremos ser os melhores em nosso trabalho, melhores filhos, melhores amigos, etc. O medo da não aceitação faz com que, a grande maioria de nós, fiquemos escondidas dentro do armário. Deixamos de viver uma vida completa para manter uma aparência ou uma situação que não é 100% real. Não podemos dizer que estamos apaixonadas, não podemos falar que estamos sofrendo por um amor não correspondido, precisamos inventar mil desculpas para os encontros e noites fora de casa, só pra poder ter momentos de intimidade com nossa namorada. Quando resolvemos nos "casar" apenas tomamos a decisão de dividir um apartamento com uma amiga. Conheço um casal que mantém o apartamento com dois quartos, onde as coisas de cada uma fica em um, cada uma tem o seu quarto para quando a mãe vier visitá-las não perceba que elas dividem a mesma cama, o mesmo quarto, e que na verdade o outro quarto é apenas um lugar para receber os hóspedes.
Para não ver nossos pais sofrerem, ou brigarem conosco por uma escolha que na verdade não é nossa, deixamos tudo isso acontecer, apenas para continuar sendo aceita pela família e pelos amigos.
É uma pena que a gente viva dessa forma deixando de ser quem a gente realmente é apenas para agradar às outras pessoas que vivem à nossa volta. Quantas vezes seriamos aceitos sem maiores problemas, e apenas por medo continuamos vivendo escondidos em nossos pequenos armários sem saber que poderíamos viver felizes e plenos fora dele.
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Nos últimos dias tivemos o prazer de conhecer uma querida amiga blogueira. A Cuca do Várias vertentes esteve de férias aqui em Floripa e tivemos a oportunidade de nos conhecer.
É muito gostoso ver que do outro da telinha existe pessoas de verdade. A Cuca é uma garota simpática, querida, inteligente, linda... foi um grande prazer conhecê-la!
Nossas saídas gastronômicas, foram ótimas! Estou até aprendendo a comer camarão... rsrsrs
Cuca, eu e Ardentia esperamos que você volte em breve e traga sua Amora para conhecer esse "pedacinho de terra perdido no mar..."
Sabe aqueles dias que bate uma vontade de falar, mas você se sente só e não tem alguém para lhe escutar? Nessas horas sempre tive como meus companheiros o papel e a caneta. Sentar num cantinho e escrever o que viesse à mente foi algo sempre presente em minha vida.
O dia que resolvi criar esse blog fiz uma pequena troca: a caneta pelo teclado e o papel por uma tela. Assim ele nasceu, para que eu escrevesse o que viesse à mente em minhas noites insones. Porém, logo ele mudou e acabei focando em textos sobre as relações entre mulheres. Falei sobre preconceito, amor, encontros virtuais, saudade, amizade... mas hoje vou escrever apenas o que aflorar, não sei ao certo o assunto, apenas deixarei as letras irem se moldando na tela.
Sou uma mulher essencialmente romântica, quando falo mulher me assusto, porque apesar de ser mulher na idade ainda me sinto uma menina, uma "garotinha romântica". Sempre fui assim, a cabeça cheia de sonhos, vivendo em um conto de fadas. Me neguei a encarar a vida de forma séria, não que eu fosse inconsequente, mas apenas a via como uma grande brincadeira onde tudo sempre acabava bem. Ilusão que criei para enfrentar meus medos: medo de me assumir, medo de sair de casa, medo de encarar as outras pessoas me mostrando como sou...
Apesar de tantas dúvidas na minha adolescência e juventude, sempre acreditei no amor perfeito e eterno (coisas de menininha romântica mesmo!!!), na magia das coisas do universo, e as coisas foram acontecendo assim. Meu primeiro encontro, com aquela que hoje é minha mulher, aconteceu estilo Thelma e Louise. Ela praticamente atravessou o Brasil pra me encontrar e ainda viajamos juntas muitos quilômetros em direção ao centro do país. Nesse momento eu nem sabia que ela seria a mulher da minha vida... uma loucura deliciosa que ficou marcada em nossas vidas.
Quando descobri um sentimento que parecia que ia explodir dentro de mim, tive medo de não ser recíproco, mas para a minha felicidade ele era!! Não pude acreditar quando cheguei em casa depois do trabalho e havia uma correspondência me esperando. Dentro do envelope uma carta e uma passagem aérea... nossa!!! jamais poderei explicar a sensação, estava vivendo algo que nunca pensei em viver, nem nos meus sonhos mais íntimos. Minha vida estava se tornando um conto de fadas real, onde a princesa atravessou o país para me encontrar, pois já estava apaixonada (e eu a inocente da história nem percebi...que tolinha...) e agora nosso primeiro encontro oficial como namoradas seria como coisa de novela! Foi demais!!!
Assim fui vivendo, no meu mundo mágico de ilusões. Recuso a me tornar adulta, recuso a levar a sério essa história de gente grande. Quero ser criança, ver o mundo com simplicidade, acreditar que tudo pode ser perfeito e que amores são pra sempre. Mas a vida faz a gente crescer mesmo contra a vontade. Já faz muito tempo que não vejo em meu rosto aquele sorriso quase infantil... faz tempo que não consigo simplesmente não pensar em nada, mme preocupar apenas com a “próxima brincadeira...” sei que ainda existe uma criança aqui dentro, doida pra sair e brincar, e que um dia quem sabe, ela possa voltar e se tornar mais presente, rindo e brincando sem se preocupar com o que os outros estão pensando, sendo apenas e simplesmente: criança.
Bom... vou parando por aqui, essa foi o "desenho" que saiu essa noite.
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